A poção Vinagre dos quatro Ladrões

Sem títuloA Europa foi assolada pela Peste Negra a qual se agravou devido às péssimas condições de higiene e saneamento. Milhares senão milhões padeceram devido à enfermidade que inicialmente era transmitida pela picada de pulgas de ratos, mas que evoluiu em outras formas, sendo também transmitida pelo ar e pelo sangue, ou seja, de pessoa para pessoa.

Cadáveres se decompunham aos montes nas ruas e em casas, pois faltavam pessoas para removê-los para fora das cidades e até a criminalidade havia diminuído pelo medo do contágio.

Mas um grupo de quatro ladrões saqueava as residências dos contagiados sem se contaminar e ao serem detidos foram indagados sobre o seu segredo ao que revelaram terem encontrado uma velha receita de uma poção magica de proteção em uma biblioteca, a qual lhes permitia entrar nas residências contaminadas sem que nada lhes acontecesse.

A receita foi divulgada para que a população se protegesse da peste e ficou conhecida como o Vinagre dos quatro Ladrões ou o Vinagre de Marseilles.

Esta receita foi (e ainda hoje é) usada para repelir contaminação por sua suposta composição antibacteriana, para repelir maus espíritos e proteger contra feitiços.

A base da receita é vinagre de vinho ou de maçã com alho macerado, acrescido de ervas, quatro no mínimo (um para cada ladrão rsrsrs)…

Ingredientes:

  • Para 1 litro de vinagre
  • 5 dentes de alho picado
  • 7,5 g de cânfora dissolvida em aguardente
  • 30 g de sálvia (secas)
  • 30 g de alecrim (seco)
  • 20 g de arruda fresca
  • 15 g de alfazema (secas)
  • 5 cravos moídos

Podendo ainda ser usadas:

  • Menta
  • Lavanda
  • Pimenta Negra (Preta)
  • Pimenta Caiena
  • Coentro
  • Pimenta Vermelha (dedo de moça)
  • Tomilho
  • Absinto
  • Anis Estrelado

Para o preparo você pode ferver o vinagre com o alho e após a fervura desligar o fogo e acrescentar as ervas, ou simplesmente macerar o alho e as ervas acrescentar o vinagre e deixar curtir por pelo menos uma semana, mexendo o vasilhame uma vez ao dia.

Uma dica, por sua utilização em limpeza e banimento, melhor se o preparo for feito no primeiro dia da lua minguante.

Usos do Vinagre de Quatro ladrões (Onde e Como usar o Vinagre de Quatro ladrões ):

  • Em banimento de feitiços e rituais
  • Em feitiços e rituais de proteção
  • Em cura, feitiços e rituais
  • Para limpar a negatividade (usá-lo como uma lavagem junto com sal o negro)
  • Para repelir uma pessoa indesejada
  • Em tempos de crise

Seguem-se algumas formas de aplicar o Vinagre dos Quatro Ladrões:

  • Para limpeza da casa: dissolver 200 ml de vinagre em meio balde de água e lavar o chão.
  • Para limpeza da aura e proteção contra negatividades: colocar algumas gotas nas mãos e esfregar o rosto, o pescoço, os antebraços e as pernas.
  • Para banhos de descarga: dissolver 100 ml em 3 litros de água morna e banhar o corpo do pescoço para baixo.
  • Para cura à distância: utilizar o vinagre para ungir velas de apelos.
  • Para repelir intrusos e visitas indesejadas: dissolver 1 colher de sopa de sal grosso em 2 colheres de sopa de vinagre e salpicar em volta da porta da rua.

Observação: Cuidado ao aplicar na pele quando a sua receita levar algum tipo de pimenta.

Além de oferecer proteção pessoal contra doenças e ataques mágicos, o Vinagre de Quatro Ladrões é usado para enviar as pessoas indesejadas para longe, ou para fazer uma briga de família se desfazer entre si. Ele pode ser aspergido ou jogado contra a porta de um inimigo, sempre em uso externo.

Nota importante: Existem várias versões do Vinagre dos Quatro Ladrões, incluindo alguns vinagres para tempero de alimentos. Porém, o mais fiel ao original não deve, de forma alguma, ser ingerido. A receita original contém várias plantas tóxicas e, ainda por cima, em quantidades bastante generosas. Para não correr riscos, nunca prepare este vinagre para alimentação utilizando uma receita de fonte duvidosa. Da mesma forma, deve certificar-se que o Vinagre dos Quatro Ladrões é próprio para consumo se, porventura, o encontrar à venda como tempero.

Pesquisa realizada por Marcelo Sowellu

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Yule – O solstício de inverno

2e096f46a631f460d491ea429a306dd4Também conhecido como Natal, Ritual de Inverno, Meio do Inverno, Yule e Alban Arthan, o Sabbat do Solstício do Inverno é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão a diminuir. É o festival do renascimento do sol e o tempo de glorificar o Deus. É celebrado no Solstício de Inverno que ocorre por volta de 20 de junho no Hemisfério Sul e por volta 20 de dezembro no Hemisfério Norte. Este é o momento de celebrar o retorno do Sol.

Os costumes modernos associados com o feriado cristão do Natal, como decorar a árvore, pendurar o visco e o azevinho, e queimar o tronco natalino (Yule log), são todos belos costumes pagãos que remontam aos tempos pré-cristãos, quando o Sabbat do Yule (que acontece no Solstício de Inverno no hemisfério norte, alguns dias antes do Natal) originalmente comemorava o renascimento do Deus Sol.

O Solstício de Inverno é a noite mais longa do ano, sendo o momento em que se homenageia a escuridão e o Grande Deus Cornífero que governa a metade escura do ano.

Em Yule a escuridão reina como se estivéssemos no caldeirão da Deusa. Assim, O Rei das Sombras transforma-se na Criança da Promessa, o Filho do Sol, que deverá nascer para restaurar a natureza.

Para os nórdicos a noite da Mãe, é à noite antes do Solstício de Inverno, é nesse momento que nasce o Novo Ano. Honram o começo do retorno de Sunna e a quebra do feitiço do Inverno. Essa é uma ocasião para honrar Thor e Frey.

Depois das longas noites de inverno, a partir deste momento o Sol voltará a brilhar e os dias serão mais longos do que as noites. Para os povos antigos o clima era algo extremamente importante, uma vez que passavam a maioria do tempo ao ar livre. Exatamente por isso, o Solstício de Inverno era uma data reverenciada, pois anunciava a promessa do retorno do sol, da luz e da fertilização da vida. O Deus, como a Criança da Promessa (o sol nascente e crescente), era celebrado para trazer calor e luminosidade. Yule assinala a esperança de um novo tempo, abrindo caminho para as inúmeras possibilidades.

Era celebrado com luzes, fogo e a tradicional árvore de Yule com enfeites e bolotas de carvalho, que posteriormente foi assimilada pelo Cristianismo e se transformou na árvore de natal.

Yule representa o retorno da luz, quando na noite mais fria e longa do ano a

Deusa dá a luz ao Deus Sol, a Criança da Promessa. Com isso as esperanças renascem e ele traz fertilidade e calor a Terra.

O Solstício de Inverno é tempo de regeneração e mudanças, o recolhimento na escuridão da terra, ou seja, o hibernar para renovar-se. Ideal para despertarmos nossa criança interior, restaurando as energias em honra à Mãe Divina. Esse festival representa, basicamente, o ciclo de morte e renascimento. Momento propício à meditação, a introspecção, ao desapego e a proteção.

As celebrações de Yule são marcadas pela runa Jera, simbolizando a complementação dos ciclos naturais e o casamento sagrado entre o Céu e a Terra.

Fontes de pesquisa:

Anuário da grande mãe – Mirella Faur

A magia das velas – Gerina Dunwich

Wicca para todos – Claudiney Prieto

Estudos pessoais

Ligia Raido