Como surgiram os nomes dos dias da semana 

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Na língua portuguesa, a origem dos nomes dos dias da semana vem da Idade Média. O domingo, derivado do latim “dies Dominica”, dia do Senhor, é considerado o último da semana para os cristãos. Ou seja, o sétimo, quando Deus descansou da criação do mundo. Era no dia da missa que havia maior aglomeração de pessoas e, por isso, os agricultores se reuniam em torno da igreja para vender seus produtos – o primeiro dia de feira. O dia seguinte, consequentemente, era o segundo, a segunda-feira. E daí por diante até chegar o sábado, cuja origem é o termo hebraico shabbatt, considerado o último da semana para os judeus.

Essa relação da feira com a missa deu origem também a outras palavras. “O termo latim fillius ecclesiae significa filho da Igreja, da assembleia. Ele originou as palavras ‘freguesia’, como ainda denominamos algumas paróquias, e ‘freguês’, do comércio”, explica o professor José Augusto Carvalho, linguista, professor do Departamento de Línguas e Letras da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Em alguns outros idiomas ocidentais, o padrão adotado é diferente e segue os nomes dos planetas. Os primeiros descobertos pelos astrônomos são, na ordem, Saturno, Júpiter, Marte, Vênus e Mercúrio. Colocando a Lua por último e o Sol no centro do sistema, a ordem astrológica fica: Saturno, Júpiter, Marte, Sol, Vênus, Mercúrio e Lua. O próximo passo é analisar como ficou então a sequência dos dias. “Quatro é considerado um número cabalístico, pois são quatro elementos da natureza, quatro estações do ano e muitas outras coisas são organizadas dessa forma”, explica o professor José Augusto Carvalho.

Usando, portanto, o número quatro, e contando a partir de Saturno, o primeiro planeta conhecido, chega-se ao Sol, do inglês Sun – Sunday, o primeiro dia da semana. Para o segundo dia, começa-se a conta em Sol e chega-se ao quarto que é Lua – Moon – Monday. E assim até Saturday, sábado, de saturno. Porém, em inglês, Tuesday, Wednesday, Thursday e Friday diferem dessa lógica, oriundos da mitologia nórdica.

A terça-feira, Tuesday, é um termo oriundo de Tyr – deus da Guerra. Thor por sua vez, origina Thursday, a quinta-feira. O pai de todos, Odin, inspira Wednesday, a quarta. E, finalmente, a sexta é consagrada à deusa Freya, de onde veio Friday.

Em espanhol, francês e italiano, os dias também são contados pela ordem astrológica, mas sábado e domingo seguem a mesma lógica do português.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/fundamentos/como-surgiram-nomes-dias-semana-494619.shtml

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Cosme, Damião e Doum

Olá Pessoal, eu sou a Lili

No mês que de setembro próximo há a comemoração de São Cosme e São Damião, motivo pelo qual relevante é se dizer algo sobre eles.

São Cosme e São Damião são venerados como padroeiros dos médicos e farmacêuticos, e por causa da sua simplicidade e inocência também são invocados como protetores das crianças.

Como acontece com tantos outros santos, a vida dos santos gêmeos está mergulhada em lendas misturadas à história real. Segundo algumas fontes eles eram árabes e viveram na Silícia, às margens do Mediterrâneo, por volta do ano 300. Praticavam a medicina e curavam pessoas e animais, sem nunca cobrar nada, motivo pelo qual eram chamados de anárgiros, ou seja, aqueles que não são comprados por dinheiro.

O culto aos dois irmãos é muito antigo, havendo registros sobre eles desde o século V, que relatam à existência, em certas igrejas, de um óleo santo, que lhes levava o nome, que tinha o poder de curar doenças e dar filhos às mulheres estéreis.

Uma característica marcante na Umbanda e no Candomblé em relação às representações de São Cosme e São Damião é que junto aos dois santos católicos aparece uma criancinha vestida igual a eles. Essa criança é chamada de Doúm ou Idowu, que personifica as crianças com até sete (7) anos, sendo ele o protetor das crianças nessa faixa de idade.

Entre os adeptos da Umbanda, reza a crença de que para cada dois gêmeos que nascem, um terceiro não encarna neste mundo. Mas, embora não apareça de forma física, Doum também é venerado e respeitado como parte da família dos Ibejis, considerado “aquele que não veio”. Por isso, o mito de Doum também serve de consolo quando uma criança morre bebê ou ainda no ventre materno. Nesses casos, a partida é entendida como o retorno de um desses seres divinos ao mundo do qual não conseguiu se despedir. Mas por serem considerados espíritos infantis, os ibejis são muito confundidos com os erês, que na verdade são espíritos intermediários, mensageiros.

Existe também a crença popular, de que COSME E DAMIÃO. QUEM É DOUM? era filho de uma empregada da família dos gêmeos, Cosme e Damião e que morreu no dia seguinte ao martírio dos irmãos, e foi levado por eles que o amavam muito. É comum nas estampas de Cosme e Damião se incluir a figura de uma outra criança, que representa Doum.

Segue, em complemento, a Oração de São Cosme e São Damião, para atender às necessidades dos Irmãos que neles depositam sua fé.

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Magia dos Nós

nosDesde que o homem deu o primeiro nó, este fascínio inspirou obras de arte e literatura, até chegar à religião onde tomou forte significado.

As referências religiosas de nó aparecem em quase todas as religiões, incluindo:

Católica – era tradicional quando chamando um santo católico a se ligar com uma pessoa, esta desse um nó para solicitar o contato.

Islã – no Islã Maomé foi curado por um nó e, morreu devido à maldição. A descoberta de desatar o nó quebrou a maldição de salvar a vida de Maomé. No Islã amarrar um nó na barba iria proteger do mau olhado. E enquanto nós em mar seria amarrado para acabar com ventos fortes e violentos. Também é proibido ter qualquer nó na roupa se for visitar Meca.

Budista – de acordo com o dicionário de Símbolos (Dicionário Penguin), a desvinculação de um nó é referido como um “processo de libação”.

Hinduísmo – nós são comumente associados com os deuses da morte. Em sociedades históricas o nó surgiu e foi registrado sua utilização nas culturas, e também desempenharam um papel importante em suas mitologias. Usados nos casamentos, e por tecelões como símbolos de união. Presos sobre a cabeça para evitar ataques do mal.

 Em magias e superstições a amarrar e desamarrar dos nós tem grande importância e pode ser usado para curar e orar.

A magia de nós tem suas origens há pelo menos 4.000 anos, quando as tabuletas cuneiformes foram confeccionadas no Oriente Próximo, descrevendo vários tipos de magia que envolve o uso de nós.

Apesar de ser conhecida em todas as culturas e provavelmente por todas as eras, a magia de nós está caindo em desuso atualmente e corre o risco de ser completamente esquecida.

Por que deveria uma forma de magia global, simples, prática e eficaz ser esquecida? Provavelmente pelo simples fato de ser simples e prática. Na maioria das vezes a magia tem sido adornada em rituais que beiram o absurdo: algo muito simples era desdenhado por aqueles que aprenderam rituais pomposos e estilizados.

A magia de nós ainda é tão poderosa quanto em 2000 a. C. e ainda pode ser utilizada hoje em dia com bons resultados.

Há muitos “remanescentes” da magia de nós na cultura contemporânea. Um dos focos de “remanescência” é o folclore, num costume ou superstição praticado ou lembrado por pessoas que esqueceram suas origens.

Por que amarramos um barbante ao redor de um dedo para nos lembrarmos de algo importante, por exemplo? O que exatamente significa a expressão em inglês “he’s bound to do it”? (“Ele está destinado a isso”, ou, literalmente, ele está ‘amarrado’ a isso”.)

Atar um nó de forma concreta, física, a uma ideia, concepção ou pensamento abstrato. Portanto, quando ata um nó ao redor de seu dedo, pensando na coisa que deseja lembrar posteriormente, você está estabelecendo uma conexão em sua mente entre nó (o físico) e o pensamento de que precisa se lembrar (o mental). Num plano mais mágico, você ata o nó não para se lembrar do assunto, mas para ter certeza de que você irá se lembrar dele.

A magia não é a repetição vazia de palavras e gestos; é uma experiência envolvente, com alta carga emocional, na qual as palavras e gestos são utilizados como pontos focais ou chaves para liberar o poder que todos nós possuímos. 

Fonte:

Como usar o Nó em Magia

http://www.circulosagrado.net/cs/magia/magianatural/magianos.php

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