Os 12 Mandamentos Ciganos

coração ciganoOs ciganos denominam-se como etnia, um povo, não enquadrando-se na categoria de religião.

Sendo a liberdade sua religião, eles costumam, por uma “política de boa vizinhança”, adaptar-se aos costumes dos locais onde vivem, assimilando, inclusive, suas religiões. O que faz com que cada cigano tenha a sua religião pessoal.

Encontraremos ciganos católicos, evangélicos, budistas e de demais segmentos, mas, há algo que permanece intacto e que é inerente à cultura cigana: eles seguem um código de conduta muito próprio, semelhante ao Decálogo Cristão, esse código é denominado por eles como ”Os 12 Mandamentos Ciganos”.

Trata-se de um código de ética e moral de extrema beleza e profundidade, mostrando a fé, o caráter desse povo maravilhoso, cujo teor merece ser conhecido e compartilhado com todos, sejam ciganos ou não.

Preparem-se para adentrar mais um pouco esse misterioso e incrível mundo que se apresenta e sintam essa energia maravilhosa que emana de tão belos ensinamentos!

1º  Amar a Deus acima de tudo e respeitar todos os Santos;

  2º  Respeitar a Semana Santa;

3º Respeitar todas as Religiões e credos que elevam o nome de Deus – Nosso Pai;

  4º Ajudar-se mutuamente;

  5º Amar e não desmerecer nenhuma criança;

  6º Respeitar os idosos e não desprezar a sua sabedoria;

  7º Não mostrar o corpo;

  8º Não se prostituir;

  9º Manter a fidelidade entre os casais;

10º Não se envergonhar de sua origem;

11º Não deixar de praticar o dom da adivinhação;

12º Não trair seu povo.

 Optchá!!!

Renata Demétrio

Bindrunes

Falando com as Runa (1)

Estava pesquisando mais sobre o assunto e achei esse texto fantástico. Segue abaixo mais um pouco sobre as bindrunes.


Não existe uma regra única em relação a bindrunes. Nem mesmo entre praticantes da mesma tradição. Por exemplo, quando você cria uma bindrune todas as runas que podem ser identificadas participam da bindrune ou apenas as que você chama? Eu aprendi que você escolhe as runas que vai ativar, chamando pelo espírito das runas que você quer. E isso funciona perfeitamente. Mas eu sinto, e isso é totalmente pessoal, que todas as runas formadas pelas linhas de sua bindrune afetarão o resultado, de uma forma ou de outra.

Pense bem, todas as runas foram formadas a partir de Isa e Kaunaz, o gelo e o fogo cósmicos, forma e transformação. Você pode interpretar cada runa pela forma como Isa e Kaunaz se manifestam na runa. Isa representa, além do gelo, a forma, o plano físico, logo, o fato de que isa está presente em todas as demais runas é o que dá a cada runa o poder de atuar no plano físico. Elas atuam na forma porque possuem a forma dentro delas, faz sentido?

Daí podemos inferir que Isa estará presente em cada bindrune que você criar, concorda? Pois bem, se Isa estará presente, você concorda comigo que, se houver laguz em sua bindrune, esta também estará presente? Pode ser que você não a ative, não chame por ela, mas ela estará la, atuando nas sombras ou, como eu já senti, atuando na transformação ao invés de atuar na forma. Você pode escolher não ativar Laguz em sua bindrune, mas concorda comigo que entender que Laguz está lá pode te ajudar a perceber e até mesmo controlar possíveis efeitos colaterais de sua bindrune ou mesmo fazer com que você altere o desenho para evitar ou assegurar a presença de uma runa?

E mais, as Runas são espíritos vivos, conscientes, e não são bichinhos domesticados que executam nossos desejos ao mero estalar de dedos. Não importa o que você faca ou queria, pode ser que as runas tenham outras ideias. Elas não podem deixar de agir conforme sua natureza, nada pode fazer isso, mas a natureza das runas não é unidimensional e a runa pode escolher manifestar um aspecto diferente daquele que você queria ou no qual pensou.

Naelyan Wyvern

Fonte: http://caminhosdassombras.com.br/forum/index.php?topic=204.0


 

 

LUGHNASADH – LAMMAS

Ligia Raido

LughnasadhLughnasadh, também conhecido como Véspera de Agosto, Festa do Pão, Lar da Colheita e Lammas. Hoje celebrado no dia primeiro de Agosto ou ainda sob a Lua Cheia do signo de Leão.

“Lá Lúnasa” é um dos quatro Festivais Celtas do Fogo e, basicamente, um ritual agrícola de agradecimento, onde se comemora o primeiro dos três festivais da colheita, dedicado ao Deus Lugh, seu nome significa “Luz” – belo como o Sol.

Lughnasadh é o Sabbat da primeira colheita, momento em que os primeiros grãos eram colhidos, pães eram feitos e a fartura voltava a reinar.

Neste momento oferendas de agradecimento aos Deuses eram feitas e grãos eram consagrados para serem plantados.

Lugh agora se transforma no Deus das Sombras, doando sua energia às sementes para que a vida seja sustentada, enquanto a Mãe se prepara para assumir o papel de Anciã.

Esse poderoso ritual enfatiza a relação do fogo com os Deuses da vida e a centelha da criação. É o tempo de dar gratidão pelo que você começou a receber e sacrificar o que você puder para receber mais.

  

Fontes de pesquisa:

Wicca para todos – Claudiney Prieto

Guia essencial da bruxa solitária – Scott Cunningham

Estudos pessoais

Algumas Curiosidades Sobre Os Ciganos

coração cigano

252A Buena Dicha: A Buena Dicha, ao pé da letra, significa “A boa sorte, as boas falas”.

Quando se diz que uma cigana vai ler ou fazer as “buenas dichas”, significa que ela vai ler a sorte nas linhas das mãos de alguém, ou no carteado.

Segundo o conceito cigano, principalmente de clãs como o dos Kalóns, os homens quedam-se fazendo serviços mais pesados, o artesanato e artefatos de cobre, enquanto as mulheres ciganas saem às ruas fazendo a buena dicha.

Aos homens também cabem oráculos, como a dominomancia (sorte através do dominó) e a dadomancia (oráculo que utiliza os dados). As mulheres, geralmente, predizem o futuro utilizando a cafeomancia, teomancia (leitura pelas borras de café e chá, respectivamente.), cartomancia, quiromancia, além de outras técnicas. A partir dos 12 anos é esperado que as ciganas sejam iniciadas nas mancias.

Transmissão dos Ensinamentos: Segundo as tradições ciganas, cabe à mãe ensinar sua filha primogênita tudo sobre os conceitos ciganos, bem como as mancias, assim como cabe ao pai ensinar seu filho primogênito.

Vestuário: Os ciganos são muito rigorosos em relação a algumas regras de conduta e vestuário.

As mulheres ciganas podem ostentar, orgulhosamente, o colo, que representa, de forma sagrada, a fertilidade, mas, jamais devem exibir a barriga e as pernas.

Os homens sempre vestindo calças, procuram, em sinal de respeito, encobrir suas pernas.

Ciganas casadas usam lenços amarrados sobre suas cabeças e, se viúvas, esses lenços são negros.

Os homens usam chapéus ou lenços, havendo, também os lenços amarrados à cintura, havendo diferenciais, também, em relação à cor e à posição do nó.

Divisão de serviços: As mulheres se encarregam de serviços como a cozinha, a limpeza da casa e, conforme dito, a buena dicha. Cabe ao homem os serviços pesados, como carregar móveis, cortar e carregar lenha, e demais serviços braçais.

Magia: Para os ciganos tudo é magia e o que é, aparentemente, um simples bailado é, para eles, um verdadeiro ritual, repleto de significados, indicados, principalmente, por alguns movimentos das mãos, por exemplo.

Respeito à Natureza e Animais: A Natureza é considerada sagrada, pelos ciganos, bem como os animais. Eles não toleram nenhum tipo de devastação, desrespeito e maus tratos.

Crianças e Idosos: As crianças e idosos também são considerados de extrema importância. Em uma refeição cabe à cigana, dona da casa, servir, primeiramente, os idosos e as crianças.

Rituais Ciganos: Os ciganos NÃO toleram derramamento de sangue em seus rituais. Seja sangue humano ou de animais. Tudo que é utilizado em rituais ciganos remete à vida, ao respeito e à natureza. Eles não sacrificam animais para a realização de seus rituais.

Religião: Os ciganos não possuem uma religião definida. Eles definem sua religião como a LIBERDADE.

Ser cigano não é pertencer a uma religião, é pertencer a uma etnia ou admirá-la, bem como à sua cultura. Os ciganos, desde os primórdios, por onde andam, assimilam a religião local, para uma convivência pacífica com seus habitantes.

Encontraremos ciganos católicos, hindus, muçulmanos, protestantes, etc., por aí.

Origem Cigana: Não há, também, a despeito do que se diz, um país que possa ser definido como “O País de origem dos ciganos”. Uma vez que muito pouco de sua história foi documentada, é impossível saber, ao certo, a que nação pertence os ciganos.

Na verdade, enfim, como diz o lema desse povo incrível: ”O Céu é meu teto, a Terra é minha pátria e a Liberdade é minha religião.”

Renata Demétrio

Ciganos na Umbanda

coração ciganoA Linha dos Ciganos é uma linha de trabalhos espirituais já muito antiga dentro da Umbanda, e “juntamente com as falanges orientais carregam uma importância muito elevada”, sendo hoje cultuadas por todo um seguimento espírita e que se explica por suas próprias razões, elegendo a prioridade de trabalho dentro da ordem natural das coisas em suas próprias tendências e especialidades.

Assim, numerosas correntes ciganas estão a serviço do mundo imaterial e carregam como seus sustentadores e dirigentes aqueles espíritos mais evoluídos e antigos dentro da ordem de aprendizado, confundindo-se muitas vezes pela repetição dos nomes comuns apresentados para melhor reconhecimento, preservando os costumes como forma de trabalho e respeito, facilitando a possibilidade de ampliar suas correntes com seus companheiros desencarnados e que buscam no universo astral seu paradeiro, como ocorre com todas as outras correntes do espaço.  O povo cigano designado ao encarne na Terra, através dos tempos e de todo o trabalho desenvolvido até então, conseguiu conquistar um lugar de razoável importância dentro deste contexto espiritual, tendo muitos deles alçado a graça de seguirem para outros espaços de maior evolução espiritual, juntamente com outros grupos de espíritos, também de longa data de reencarnações repetidas na Terra e de grande contribuição, caridade e aprendizado moral.

Ao contrário do que se pensa os espíritos ciganos reinam em suas correntes preferencialmente dentro do plano da luz e positivo, não trabalhando a serviço do mau e trazendo uma contribuição inesgotável aos homens e aos seus pares, claro que dentro do critério de merecimento, tanto quanto qualquer outro espírito teremos aqueles que não agem dentro desse contexto e se encontram espalhados pela escuridão e a seus serviços, por não serem diferentes de nenhum outro espírito humano.

Trabalham preferencialmente na vibração da direita e aqueles que trabalham na vibração da esquerda, não são os mesmo espíritos de ex-ciganos, que se mantêm na direita, como não poderia deixar de ser, e, ostentam a condição de Guardiões e Guardiãs. O que existe são os Exus Ciganos e as Moças Ciganas, que são verdadeiros Guardiões à serviço da luz nas trevas, como todo Guardião e Guardiã dentro de seus reinos de atuação, cada um com seu próprio nome de identificação dentro do nome de força coletivo, trabalhando na atuação do plano negativo à serviço da justiça divina, com suas falanges e trabalhadores, levando seus nomes de mistérios coletivos e individuais de identificação, assunto este que levaria uma obra inteira para se abordar e não se esgotaria.

Contudo, encontramos no plano positivo falanges diversas, chefiadas por ciganos diversos, em planos de atuação diversos, porém, o tratamento religioso não se difere muito e se mantêm dentro de algumas características gerais. Imenso é o número de espíritos ciganos que alcançaram lugar de destaque no plano espiritual e são responsáveis pela regência e atuação em mistérios do plano de luz e seus serviços, carregando a mística de seu povo como característica e identificação.

Dentro os mais conhecidos, podemos citar os ciganos Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pietro, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Alejandro, Vitor e tantos outros, da mesma forma as ciganas, como Esmeralda, Carme, Sara Salomé, Carmensita, Rosita, Madalena, Manuela, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também. É imprescindível que se afirme que na ordem elencada dos nomes não existe hierarquia, apenas lembrança e critério de notoriedade, sem, contudo, contrariar a notoriedade de todos os outros ciganos e ciganas, que são muitos e com o mesmo valor e importância.

Por sua própria razão diferenciada, também diferenciado como dissemos é a forma de cultuá-los. Nesse sentido, é importante que se esclareça que a vinculação vibratória é de axé dos espíritos ciganos, tem relação estreita com as cores estilizadas no culto e também com os incensos, pratica muito utilizada entre ciganos. Os ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação é utilizada para velas em seu louvor. Uma das cores, a de vinculação raramente se torna conhecida, mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc.

Os espíritos ciganos gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante fruta, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, podendo se encher jarras de vinho tinto com um pouco de mel. Podendo ainda fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal e leva-los ao forno, por alguns minutos, muitas flores silvestres, rosas, velas de todas as cores e se possível incenso de lótus.

As saias das ciganas são sempre muito coloridas e o baralho, o espelho, o punhal, os dados, os cristais, a dança e a música, moedas, medalhas, são sempre instrumentos magísticos de trabalho dos ciganos em geral. Os ciganos trabalham com seus encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, olhando por dentro das pessoas e dos seus olhos.    .

É muito comum usar-se em trabalhos ciganos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes e escolher datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua… “

Trecho extraído do livro “Rituais e Mistérios do Povo Cigano”,
Autor: Nelson Pires Filho
Ed. Madras

Esmeralda de La Luna