Falando com as Runa (1)

Saudações!

Hoje vou falar de uma deusa pouco conhecida, trata-se de Sif, a deusa dos cabelos dourados.

sifComo regia a beleza, o amor, a fertilidade, a fidelidade, a vegetação e, principalmente, os campos de trigo maduro, diziam que, em noites quentes de verão, quando Thor e Sif fazem amor, raios caiem sobre os campos e aceleram o crescimento dos grãos. Sif representa, portanto, a riqueza, a colheita, o bem-estar familiar e a paz entre as tribos.

Sif era lindíssima e tinha cabelos longos e belos que iam até seus pés. Thor também tinha muito orgulho de sua maravilhosa esposa e seus cabelos compridos.
Porém um dia a encontrou sem cabelos, totalmente careca e ficou furioso. É óbvio que rapidamente soube que Loki tinha feito essa maldade. O trapaceiro como sempre pediu perdão assim que Thor o capturou, e prometeu cabelos novos, lindos deslumbrantes quanto os que ele cortou.

Loki procurou o anão Dvalin e implorou que ele ajudasse e fizesse novos cabelos para Sif além de um presente para Odin, pois ele sabia que o Rei de Asgard estava furioso.
Depois de muito insistir Dvalin ajudou Loki e fabricou a lança Gungnir, que nunca erra o alvo, construiu o navio Skidbladgar que podia navegar por mar, céu e terra, e podia ser dobrado até caber na palma da mão e com fios de ouro, fez cabelos para Sif. Quando ela os pôs na cabeça, começaram a crescer como se fossem seus antigos cabelos, só que mais iluminados e bonitos.

Algumas fontes dizem que ela é Vanir, outras que é Aesir. Os estudiosos não conseguem chegar a um consenso a esse respeito.

Não existem muitas fontes sobre os pais e ela aparece pouco nas Eddas, porém é óbvio que tem muita importância. Para o povo nórdico as colheitas tinham de ser abundantes, pois no resto do ano a terra congelava.

(Texto de Helena Pereira)

Acredito que Sif, por ter sofrido uma violência (o corte de seu cabelo), protege as mulheres que de alguma forma também sofreram algum tipo de violência ou desvalorização (e isso é meu atendimento, a minha vivência e conexão com essa deusa). Busque conexão com Sif quando quiser trabalhar com beleza, ou mesmo quando sentir-se sozinha ou desvalorizada.

Até breve!

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Yule – O solstício de inverno

2e096f46a631f460d491ea429a306dd4Também conhecido como Natal, Ritual de Inverno, Meio do Inverno, Yule e Alban Arthan, o Sabbat do Solstício do Inverno é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão a diminuir. É o festival do renascimento do sol e o tempo de glorificar o Deus. É celebrado no Solstício de Inverno que ocorre por volta de 20 de junho no Hemisfério Sul e por volta 20 de dezembro no Hemisfério Norte. Este é o momento de celebrar o retorno do Sol.

Os costumes modernos associados com o feriado cristão do Natal, como decorar a árvore, pendurar o visco e o azevinho, e queimar o tronco natalino (Yule log), são todos belos costumes pagãos que remontam aos tempos pré-cristãos, quando o Sabbat do Yule (que acontece no Solstício de Inverno no hemisfério norte, alguns dias antes do Natal) originalmente comemorava o renascimento do Deus Sol.

O Solstício de Inverno é a noite mais longa do ano, sendo o momento em que se homenageia a escuridão e o Grande Deus Cornífero que governa a metade escura do ano.

Em Yule a escuridão reina como se estivéssemos no caldeirão da Deusa. Assim, O Rei das Sombras transforma-se na Criança da Promessa, o Filho do Sol, que deverá nascer para restaurar a natureza.

Para os nórdicos a noite da Mãe, é à noite antes do Solstício de Inverno, é nesse momento que nasce o Novo Ano. Honram o começo do retorno de Sunna e a quebra do feitiço do Inverno. Essa é uma ocasião para honrar Thor e Frey.

Depois das longas noites de inverno, a partir deste momento o Sol voltará a brilhar e os dias serão mais longos do que as noites. Para os povos antigos o clima era algo extremamente importante, uma vez que passavam a maioria do tempo ao ar livre. Exatamente por isso, o Solstício de Inverno era uma data reverenciada, pois anunciava a promessa do retorno do sol, da luz e da fertilização da vida. O Deus, como a Criança da Promessa (o sol nascente e crescente), era celebrado para trazer calor e luminosidade. Yule assinala a esperança de um novo tempo, abrindo caminho para as inúmeras possibilidades.

Era celebrado com luzes, fogo e a tradicional árvore de Yule com enfeites e bolotas de carvalho, que posteriormente foi assimilada pelo Cristianismo e se transformou na árvore de natal.

Yule representa o retorno da luz, quando na noite mais fria e longa do ano a

Deusa dá a luz ao Deus Sol, a Criança da Promessa. Com isso as esperanças renascem e ele traz fertilidade e calor a Terra.

O Solstício de Inverno é tempo de regeneração e mudanças, o recolhimento na escuridão da terra, ou seja, o hibernar para renovar-se. Ideal para despertarmos nossa criança interior, restaurando as energias em honra à Mãe Divina. Esse festival representa, basicamente, o ciclo de morte e renascimento. Momento propício à meditação, a introspecção, ao desapego e a proteção.

As celebrações de Yule são marcadas pela runa Jera, simbolizando a complementação dos ciclos naturais e o casamento sagrado entre o Céu e a Terra.

Fontes de pesquisa:

Anuário da grande mãe – Mirella Faur

A magia das velas – Gerina Dunwich

Wicca para todos – Claudiney Prieto

Estudos pessoais

Ligia Raido