Guirlandas

Guirlanda nada mais é que uma coroa de folhas e/ou flores, em geral, utilizada como forma de honrar os Deuses.

Em todas as culturas, o ato de pendurar a guirlanda na porta é um sinal de legalidade (autorização) para movimentação espiritual. A origem da guirlanda, assim como todos os outros símbolos e o próprio Natal, é o politeísmo/paganismo. Você vai cansar de ouvir essa história de que tudo vem do politeísmo/paganismo, porque a maioria das festas e celebrações do calendário cristão tem essa origem.

guirlanda-5No Antigo Egito as guirlandas eram confeccionadas para serem colocadas nas portas dos templos, usadas como adornos de cabeça e como enfeites nas múltiplas festividades religiosas.  Na Roma Antiga, um ramo de plantas enrolado no formato de coroa era um voto de saúde e quando posicionada na porta de casa significava saúde para todos os habitantes. Na Índia Média ela também era considerada como um símbolo de boas-vindas e era exposta nos lares durante o ano inteiro juntamente com o brasão familiar. Além disso, ela servia de proteção contra demônios e má sorte. Hoje em dia, a guirlanda ainda resgata o significado ancestral de símbolo de boas-vindas, de proteção e de abundância.

 Colocar uma guirlanda na porta de casa é sempre uma visão carinhosa de boas intenções, representando paz, prosperidade, evolução, e recomeço. “Por isso elas continuam adornando a porta de entrada de lares ao redor do mundo no Natal e em todos os dias do ano.

Fonte: http://repensandoacoes.blogspot.com.br/2011/12/o-significado-das-guirlandas.html

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OSTARA – Equinócio de Primavera

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OSTARA – Equinócio de Primavera – Por volta de 21 de Setembro

downloadCelebra o nascimento da Primavera e o despertar da vida na Terra.  Renascimento da natureza, vitalidade e alegria. Ostara era a deusa teutônica da aurora e da fertilidade, equivalente a Eostre, a deusa anglo-saxã regente da primavera. O festival comemora o fim do inverno e o renascimento da Natureza, com a volta da fertilidade, da vitalidade e da alegria. Ovos pintados com símbolos de prosperidade ou tingidos de vermelho eram usados como amuletos da sorte, oferecidos de presente a familiares e amigos ou enterrados nos campos, para transferir sua fertilidade para a terra. As mulheres assavam pãezinhos em forma de lebres ou os confeitavam com rodas solares, compartilhando-os com outras pessoas e oferecendo-os aos seres da Natureza, com pedido de fertilidade e vitalidade. O animal sagrado de ambas as deusas era a lebre, associada à Lua e renomada pela sua proliferação. Os nomes Ostara e Eostre deram origem à denominação da Páscoa em alemão (Ostern) e inglês (Easter), ao hormônio feminino da fertilidade (estrógeno) e ao cio (estrum). Seus atributos mágicos foram adotados como objetos festivos e de decoração na Páscoa cristã, sem que a igreja explicasse a enigmática relação entre o coelho, ovos e Jesus. Reverenciam-se nessa data também as deusas Idunna (doadora das maças do rejuvenescimento), Nerthus, Erda (fertilidade da terra), Freyja (regente da sexualidade), Sjofn (para trazer amor) e Frigga, Berchta e Holda (senhoras do tempo e protetoras dos recém nascidos); no entanto, o Blot deve ser dedicado a Ostara. O tema principal desse festival é a bênção das sementes, os novos projetos ou começos, encantamentos para fertilidade (física, material, mental) e renovação, bem como práticas de equilíbrio e complementação dos opostos (polaridades internas ou externas). Preparam-se canteiros, vãos e situações para receber e nutrir as sementes de novas plantas, ou projetos. Os ovos pintados (devem ser usados galados ou caipiras, em vez de ovos de granja, desprovidos de energia vital) são ofertados para a terra, os deres da Natureza e as divindades; colocados nos altares ou dados de presente. As runas correspondentes são Berkano e Erda (a fertilidade da terra), Ehwaz (mudança, vida nova) e Laguz (crescimento dos brotos). O sinete mágico reproduz o ovo cósmico ou as sementes brotando.

Fonte: Mistérios Nórdicos (Deuses. Runas. Magias. Rituais.) de Mirella Faur. Editora Pensamento.