Feitiço rúnico para revelar a verdade

Falando com as Runa (1)Saudações!

Hoje quero passar para vocês um feitiço rúnico muito simples para a revelação do que está oculto, a revelação da verdade.

Perth é uma runa que está associada ao futuro, aos mistérios, aos segredos. Perth também traz uma forte energia de revelação, e o seu maior e mais difícil aprendizado é o de não se decepcionar com a verdade, com as descobertas.

downloadVocê irá precisar de uma vela palito de cor branca, vai desenhar o símbolo na vela e pedir para que a força daquele símbolo traga a verdade para a questão que desejar, se quiser descreva a situação. Acenda a vela e aguarde. Se quiser trabalhar com a energia de alguma deidade, trabalhe com as Nornes, que são as fiandeiras do destino e estão diretamente ligadas a runa Perth.

Faça esse feitiço se realmente sentir que é necessário. E lembre-se de não se decepcionar com a verdade que ele irá lhe mostrar.

Para saber mais sobre runas e sobre feitiços fique ligado em nossa página de agenda e nas redes sociais. Lembrando que estamos com as inscrições abertas para o workshop de imersão à feitiçaria.

A sociedade medieval viking

Falando com as Runa (1)

Algumas coisas que a sociedade atual deveria aprender com a sociedade medieval viking, dadas suas devidas proporções, é claro:

1- Mulheres eram mulheres, não tinham sovaco ou pernas peludas, não andavam com os peitos de fora e eram valorizadas socialmente de igual para igual, inclusive com suas obrigações militares. Mulheres vikings guerreiras eram comuns, geralmente só se abstinham de participar de combates quando engravidavam. De forma nenhuma eram vistas como “frágeis”, já que na concepção dos vikings, pessoas de aspecto frágil eram indesejadas. Todos os direitos políticos e sociais eram iguais para homens e mulheres. O título de Jarl (equivalente a lorde) podia ser atríbuído a homens e mulheres, o mesmo com “senhor e senhora da guerra”. Nenhuma posição era vetada às mulheres, mas aos homens sim, as altas sacerdotisas dos deuses (anjos da morte) só podiam ser mulheres, homens podiam no máximo chegar à sacerdotes e uma espécie de xamã que temos traduzido do norse apenas como “vidente”.
2- Os escravos e trabalhadores livres eram protegidos por leis severas contra possíveis abusos por parte de seus senhores. Os governantes tinham total responsabilidade com o povo, caso estes não conseguissem promover progresso àqueles cujo estavam sob seu governo, poderiam ser desafiados por qualquer cidadão livre. Os julgamentos eram com votação aberta incluindo todos os integrantes da sociedade à excessão dos escravos, que apenas podiam opinar.
3- A sociedade viking não tinha tempo para preconceitos, guerreiros que perdiam membros em combate usualmente usavam ganchos e pedaços de metal na tentativa de substituir membros amputados. O Rei Ivar – O Sem Ossos nasceu com uma severa deformação nas pernas, tanto que ele era carregado pelos seus soldados em cima de um escudo. Ivar invadiu a Nortúmbria e durante essa época foi descrito como um guerreiro habilidoso, mesmo não conseguindo andar.
4- Dizemos que a democracia é uma invenção grega, mas dela se origina o nome. A sociedade viking possuía um modelo muito mais próximo do atual do que a sociedade grega. O voto tinha igual peso tanto para homens quanto para mulheres livres.
5- Uma mulher que sofria abuso por parte de qualquer homem tinha o direito legal de assassinar aquele homem desde que comprovada sua culpa. Mesmo uma escrava poderia fazer tal pedido ao seu senhor/senhora. O julgamento ocorria da mesma forma que para cidadãos livres.
6- Homens eram viris e não podiam apresentar traços de feminilidade, não importando seu comportamento sexual. Nenhum homem ou mulher era discriminado por suas práticas sexuais (à excessão da pedofilia, que era passível de morte mediante tortura). A noção de maioridade sexual que você tem hoje é herança dos vikings e dos povos celtas e frísios, já que na sociedade cristã na época era comum a pedofilia, sobretudo em Roma e nos reinos da Inglaterra medieval. Uma mulher viking podia se casar aos 14 anos, mas só poderia iniciar suas relações sexuais após os 16 anos, ao marido era reservado o direito de escolher uma parceira sexual nesses casos até que a mulher atingisse a maioridade sexual, embora a mesma pudesse negar ao marido tal direito, em Roma a prostituição de crianças de 6-8 anos era comum e a mulher não tinha direito de escolha.
7- Um crime de assassinato era punido pela pena de morte mediante julgamento com voto aberto de toda a sociedade viking, crimes menores eram punidos na igual proporção de seu efeito, o conhecido “olho por olho, dente por dente”.
8- Qualquer indício de corrupção por parte dos governantes era moralmente intolerado pela sociedade viking e passível de pena de morte e destituição dos títulos e propriedades da família.
9- O divórcio também era amplamente tolerado pela sociedade viking, uma mulher não era tratada com nenhum tipo de preconceito por ser divorciada, mesmo que tivesse filhos.

Lembrando que estamos falando de mais de 1.500 anos atrás… E você aí se achando muito evoluído…

Sacerdote Wieland Hanemann

Galdr – O canto das runas

Falando com as Runa (1)

Saudações!

Existem várias formas de conexão com as runas, falamos sobre os exercícios corporais, sobre como trabalhar na manipulação de alimentos e hoje quero falar de uma maneira muito simples de se conectar a energia de cada símbolo. Trata-se do GALDR.

Galdr é um temo em nórdico antigo para denominar feitiço ou encantamento. Sendo uma forma de magia cantada, que nas fontes literárias mostram que eram utilizadas para cura, adivinhações, proteções e malefícios. O galdr concentra-se na repetição de um som, na força mágica das letras de cada símbolo rúnico. Os praticantes de Galdr eram especialmente chamados de galdralag.

O galdr foi muito utilizado para facilitar as mulheres em seus trabalhos de parto, também foram utilizados de forma a levantarem tempestades, tornar espadas cegas, e decidir vitórias ou derrotas em batalhas.

Você pode usar como meio de transformação pessoal e do ambiente em que se encontra, bem como para alcançar a realização de um desejo.

Apesar das ressalvas de alguns autores não existem regras rígidas para a prática do galdr, você deve conhecer o símbolo rúnico e seu propósito e encontrar a melhor forma de praticar o canto. Vou deixar um vídeo para servir de inspiração.

Abraços e até breve!

 

A runa branca

Falando com as Runa (1)

A runa branca ou runa de Odin surgiu no século XX através do autor Ralph Blum que quis assim fazer uma homenagem ao pai de todos. No futhark original ou futhark antigo a runa branca não existe, tornando assim seu uso desnecessário. No entanto como o assunto é polêmico, e é de livre escolha seu uso ou não segue abaixo o significado da mesma.

WirdOdin é a runa em branco a runa do Criador. Fala das surpresas do destino e da finalização de ciclos. Odin representa as três Nornes: Urd – passado, Verdandi – presente e Skuld – futuro. É a misteriosa lei que atua dentro do indivíduo. É o próprio Universo. É você vivendo o hoje de maneira a ter certeza de que está contribuindo e semeando o solo, para colher um amanhã mais florido. Você contribuindo não só pra seu crescimento, mas para o crescimento do mundo em que vive.  Aprenda a viver o destino e confie no criador.

Um excelente fim/inicio de ciclo à todos e até breve.

Ligia Raido

Odin – O Pai de todos

Falando com as Runa (1)

Odin ou Ódin (em nórdico antigo: Óðinn) é considerado o deus principal da mitologia nórdica.

Seu papel, como o de muitos deuses nórdicos, é complexo; é o deus da sabedoria, da guerra e da morte, embora também, em menor escala, da magia, da poesia, da profecia, da vitória e da caça.

Odin morava em Asgard, no palácio de Valaskjálf, que ele construiu para si, e onde se encontra seu trono, o Hliðskjálf, desde onde podia observar o que acontecia em cada um dos nove mundos. Durante o combate brandia sua lança, chamada Gungnir, e montava seu corcel de oito patas, chamado Sleipnir.

Era filho de Borr e da jotun (gigante) Bestla, irmão de Vili e Ve, esposo de Frigg e pai de muitos dos deuses, tais como Thor, Baldur, Vidar e Váli. Na poesia escáldica faz-se referência a ele com diversos kenningar (teoria), e um dos que são utilizados para mencioná-lo é Allföðr (“pai de todos”).

A quarta-feira, dia que era/é dedicado ao deus, tomou as denominações, no inglês, wednesday (antigo saxão, wôdanes dag, anglo-saxão, vôdnes dag), no holandês, woensdag (médio-neerlandês, woensdach), no sueco e dinamarquês, onsdag (Old Norse, odinsdagr), e no dialeto da Vestefália, godenstag ou gunstag.

Desse modo, vemos que Óðinn, na concepção do poeta édico, é criador da humanidade, detentor supremo do conhecimento, das fórmulas mágicas e das runas, invocado por ocasião das batalhas, durante os naufrágios e as doenças, na defesa contra o inimigo, e afinal em qualquer situação desesperadora.

Odin (2)

Oração à Odin

Meu governante de Asgard
Senhor de todas as magias
Deus nórdico que domina todas as forças
De Granideum, grande mitologia nórdica.
Senhor de todas as leis que regem os outros deuses
Defenda-me com sua lança de Gungnir
Leve-me na companhia de Sleipnir
Seu cavalo de oito patas
Que tem a faculdade de cavalgar no espaço, por cima das terras e águas.
Cavalgue e não me deixes cair.

Odin daí-me sua sabedoria.
Que conseguistes no poço de Mimir
Para que possa discernir os bons dos maus
Pois tenho o mesmo gosto seu por batalhas
Impossíveis, sangrentas, mais vitoriosas.
Onde ao lado de Loki quero estar
Loki (deus do fogo) seu filho, irmão consanguíneo de Thor*
Apesar de símbolo da maldade Loki me torna firme em minhas decisões mais difíceis e cruéis.

Mesmo que seja comigo mesmo!
E com sua bela aparência e terna que disfarça atos cruéis.
Mais que Odin tudo vê e tudo sabe pelos seus corvos fiéis
Que os olhos de Hugin (pensamento) e Munin (memória)
Sejam meus e seus olhos Odin, meu glorioso Deus.

Dei-me sua capa de viajante cinza para que possa mundos cruzar.
Sem ser vista, e que possas continuar usando o chapéu de abas largas.
Com o olho perdido preso nela.
Para que possas ver o impossível
No coração dos humanos normais
Por que no inferno já habito.
E tenho o poder de ver
O que pessoas comuns não podem ver.

(Malu Freitas)

Obs: *Loki é irmão consanguíneo de Odin e não de Thor, porém quis manter-me fiel ao texto original.

Você pode substituir a frase: Loki (deus do fogo) seu filho, irmão consanguíneo de Thor por Loki (deus do fogo), seu irmão de sangue.

Na próxima semana falaremos um pouco sobre a runa de Odin ou runa branca.

Até breve.

Ligia Raido.